É estupidamente engraçada a forma como as pessoas entram e saem da nossa vida.
É que... parece tão fácil.
Fazes um amigo enquanto acendes o cigarro e quando ele se apaga já nem te lembras do seu nome.
O laço desfaz-se e tudo desaparece; a peça acaba e não há aplausos; o café arrefece e eu nem o provei.
E eu não quero isso para nós. Quero acender cigarros contigo e quero que ainda lá estejas quando fumar o próximo. Quero fechar os olhos e sentir a tua respiração tão perto que, ao abrir a boca, faço meu o teu ar.
Não quero dizer amo-te em vão. Quero sentir cada sílaba, cada pausa, cada vírgula.
Quero saborear o silêncio contigo.
Então... solta o cabelo e deita-te a meu lado.

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