O dia nasceu como uma rosa nos meus olhos e eu sorri.
Há muito que ali estava sentada à sua espera. Entre livros e chávenas de café, encontrava almas perdidas como a minha. Sozinhas, procuravam outra coisa. Não entendia, mas abraçava-as no meu coração.
Elas iam e vinham, acompanhando os ponteiros do relógio que passeavam no meu pulso.
Senti-me tentada a abandonar-me, deixar-me ali e partir.
Separar a alma do corpo.
Mas continuava sentada, embrulhada no frio, aquecendo a esperança nas mãos.
E finalmente amanheceu.
O sol, as flores, os pássaros.
Esperava por um sinal, qualquer que fosse.
E o sol nasceu como uma rosa nos teus olhos.

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