Apaguei o cigarro, sentei-me e respirei fundo; o ar cheirava a lavanda e uma lágrima caiu.
Cá fora estava frio, mas eu podia ouvir o meu coração e isso confortava-me. Julgava-o morto já e e era bom senti-lo bater.
Mas estava triste.
Tão triste, tão escura e sombria como a morte.
Lá dentro tudo era silêncio e sombras trepavam as paredes.
e eu tive medo.
Tive medo dos lençóis, do minha erma cama.
tive medo de mim.
Tenho frio, mas não quero voltar para dentro. 
Quero que a noite me devore, quero ser ar, lua, vento.
frio.
Quando amanhecer, voltarei.
Mas até lá,                                                      quero ser noite.

Sem comentários:

Enviar um comentário